
E em mais um dia chuvoso, fui pega em meu ponto fraco. Não estava escondido, estava exposto para todos verem. Mas parecia tão óbvio, que não parecia uma fraqueza e sim um fortaleza.
Quantas vezes nós criamos muralhas ao nosso redor para termos menos decepções?
Ao final, temos decepções com nós mesmos, por ter a crueldade de interromper a queda.
A quebra de acordo, o coração partido, a queda de rosto no chão.
E com essa crueldade, vem a calmaria inesperada.
De onde vêm essa calma? Ela realmente não deveria existir.
Mas fui pega em meu ponto fraco. Eu me peguei.
Admiti meus erros silenciosamente à mim.
Meus erros, pois ao meu ver, eu errei feio.
E o choro irrompeu a calmaria construída há meses.
E o choro quebrou a promessa de não chorar por pânico, medo, incompreensão.
E o choro escorreu.
Foi abafado impetuosamente pelo travesseiro. Pelo edredom. Pelo colchão.
Por qualquer coisa à minha frente.
A calma é uma praga.
Quando ela vai embora, ela não consegue voltar.
Tem que se criar outra.
Mas, com o que?
Por que criar essa calmaria de pessoa adulta?
Talvez porque eu goste de silêncio; Talvez porque eu goste de ouvir mais do que falar;
Talvez porque eu goste mais de adultos do que pessoas de minha idade; Talvez todas as alternativas anteriores não me completam nem me definam.
E porque eu estou tão assustada?
Eu sou apenas jovem.
Tenho uma vida inteira pela frente. Ai, uma vida inteira ainda.
Tenho que parar de medir palavras, e engolir frases que precisavam ser ditas.
Tenho que parar de ser parada; mas isso não é hábito juvenil, é um hábito humano.
Quando se assustam com a visão futura, desesperam-se.
p.s.: esse texto não foi pensado e bem remoído, então saiu assim mesmo.
Até a próxima.

