quarta-feira, 29 de setembro de 2010

divagação.


E em mais um dia chuvoso, fui pega em meu ponto fraco. Não estava escondido, estava exposto para todos verem. Mas parecia tão óbvio, que não parecia uma fraqueza e sim um fortaleza.
Quantas vezes nós criamos muralhas ao nosso redor para termos menos decepções?
Ao final, temos decepções com nós mesmos, por ter a crueldade de interromper a queda.
A quebra de acordo, o coração partido, a queda de rosto no chão.
E com essa crueldade, vem a calmaria inesperada.
De onde vêm essa calma? Ela realmente não deveria existir.

Mas fui pega em meu ponto fraco. Eu me peguei.
Admiti meus erros silenciosamente à mim.
Meus erros, pois ao meu ver, eu errei feio.

E o choro irrompeu a calmaria construída há meses.
E o choro quebrou a promessa de não chorar por pânico, medo, incompreensão.
E o choro escorreu.
Foi abafado impetuosamente pelo travesseiro. Pelo edredom. Pelo colchão.
Por qualquer coisa à minha frente.

A calma é uma praga.
Quando ela vai embora, ela não consegue voltar.
Tem que se criar outra.
Mas, com o que?
Por que criar essa calmaria de pessoa adulta?
Talvez porque eu goste de silêncio; Talvez porque eu goste de ouvir mais do que falar;
Talvez porque eu goste mais de adultos do que pessoas de minha idade; Talvez todas as alternativas anteriores não me completam nem me definam.

E porque eu estou tão assustada?
Eu sou apenas jovem.
Tenho uma vida inteira pela frente. Ai, uma vida inteira ainda.
Tenho que parar de medir palavras, e engolir frases que precisavam ser ditas.
Tenho que parar de ser parada; mas isso não é hábito juvenil, é um hábito humano.

Quando se assustam com a visão futura, desesperam-se.



p.s.: esse texto não foi pensado e bem remoído, então saiu assim mesmo.


Até a próxima.

domingo, 26 de setembro de 2010

tempo.mudanças e pontos de vista.


As pessoas já estão cansadas de escutar - e falar também - que o tempo muda tudo. O ambiente, os conflitos, os pontos de vista e os seres humanos também.
A verdade é que o tempo não muda nada.
Ele não tem essa autoridade concedida, essa importância.
Ele só passa, como faz desde... sempre.
Ninguém tem o poder de nos mudar, além de nós mesmos.
O que as pessoas (quando digo pessoas, refiro-me ao âmbito social que convivemos) podem fazer '
é nos influenciar.
Pode ser que o que parece ter mudado nem mudou tanto assim, e o que parece não ter mudado, foi o que mais se alterou.

O que altera mesmo é o nosso ponto de vista. É isso que nos altera.
Durante certo tempo, amadurecemos.

É vital para todos.


p.s.: esse texto é antigo, mas por uma vontade que não consigo entender - e nem explicar - eu posto ele aqui hoje.

Vejo vocês mais tarde.
Abraços, Aline.