domingo, 5 de dezembro de 2010

simplesmente guardar no fundo do baú mas não esquecer.


O meu último texto era sobre os meus esquecidos, que atualmente andam rondando a minha vida.
Uns são adoráveis, outros nem tanto assim.
Mas como eu aprecio muito a minha privacidade, não vim falar sobre mim nem sobre meus... colegas por assim dizer...
Vim falar sobre o perdão.
Aquele trecho: "Mas quando se reencontram, têm a maravilhosa chance de deixar tudo para trás, porém há situações que nem a mais forte desculpa pode apagar. Essa chance, alguns valorizam e outros desperdiçam. Aos que desperdiçam? Esqueça, ainda há 7 bilhões de pessoas no mundo que você pode conhecer."
É, esse mesmo.
Deixar tudo para trás, apagar o passado.. é, já entenderam.
Perdão. Então, eu resgatei um texto antigo meu, dei uns ajustes, mas não queria que perdesse a essência..

Aos poucos eu fui percebendo que há várias necessidades para se viver em sociedade, e três delas são: perdoar, ter esperança e confiar.

Ter esperança que algo dê certo, mas que esse profundo desejo não cegue os empecilhos. Não seja como uma visão infantil: que no final vai dar tudo certo, e sim a esperança que é possível e conhecendo os riscos, não ter medo de tentar. De realmente ir à luta, mesmo às vezes vendo o final da história de um jeito pessimista. Continuar para que depois o arrependimento não chegue, pela simples falta de coragem, de moiteza como dizia o meu querido chapeleiro.

Confiar é um ato... complicado. Há pessoas que desconfiam de quase tudo. Somente acreditam no aqui e agora, só com seus próprios olhos.. o resto é bobagem. Confiar é mais do que acreditar na pessoa...é andar de olhos vendados, tendo o(a) tal como guia. E ainda por cima, saber que a pessoa não te deixará sozinho(a) no escuro.

E por último:perdoar. Isso me angustia até demais. Dói mesmo, porque compreender, aceitar o erro do outro é bem diferente de perdoar. E se foi preciso o perdão, a dor já deve ter sido muita, pois permitir de se fazer cego novamente, sem medos e ressentimentos. Mas antes de perdoar, a quebra de confiança é tamanha que o ato de perdoar também nos remete a dor, pois no lembra as dores passadas, como foi se sentir traído, ao copioso choro, à solidão sofrida. E mesmo assim deixar que o vento leve isso, deixar que as emoções rolem novamente.
Então não banalizem o Eu confio em você, o Desculpe-me e muito menos o Eu te perdoo.
Porque às vezes, as pessoas não merecem nossa confiança, nossa fé.
E às vezes pode ser muito tarde para se pedir perdão.